Quais são as principais fontes de estresse no trabalho para a sua geração?
Pela primeira vez na história, estamos vendo até cinco gerações no ambiente de trabalho.
As pessoas estão vivendo vidas mais longas e saudáveis, e muitas continuam trabalhando por mais tempo para se manterem ativas e conectadas socialmente. Outras ainda se recuperam da recessão econômica e precisaram adiar a aposentadoria por motivos financeiros.
Enquanto isso, na outra ponta do espectro etário, os Millennials representam atualmente a maior fatia da força de trabalho.
Esse cenário profissional em transformação significa que alguns membros da Geração Silenciosa, na faixa dos 70 anos, e os Baby Boomers podem estar dividindo o escritório — ou até mesmo sendo liderados — por millennials na faixa dos 25 anos.
Com tantas perspectivas geracionais em jogo, como gerenciar com sucesso um escritório multigeracional? Como criar benefícios que atendam às necessidades de todos? E como promover o bem-estar no ambiente de trabalho de uma forma que todos possam participar?
Para começar, o segredo é entender as necessidades e os estresses mais comuns vivenciados por diferentes faixas etárias, planejando com empatia em relação ao momento de vida em que se encontram.
“Compreender as características desses ciclos de vida previsíveis ajudará você a descobrir a melhor forma de dividir as tarefas, além das melhores maneiras de gerenciar e motivar sua equipe” explica Peter Cappelli, professor de gestão na Wharton School.
Analisamos algumas das necessidades comuns e dos principais estresses no trabalho para as gerações que você tem mais chances de encontrar hoje:
A Geração Silenciosa (Idades de 73 a 93 anos)
Embora esse grupo represente atualmente apenas 1% da força de trabalho, muitos continuam fiéis aos seus antigos empregadores no futuro previsível.
O que gostam: Interação face a face, comunicação formal e políticas estruturadas
O que precisam: estabilidade no emprego, suporte para aposentadoria
Principais fontes de estresse: novas tecnologias, mudanças repentinas
Baby Boomers (Idades de 54 a 72 anos)
Nascidos na era pós-Segunda Guerra Mundial, os Baby Boomers são extremamente trabalhadores e motivados por cargos, vantagens e prestígio, mas têm preocupações com a saúde pessoal e a preparação para a aposentadoria.
O que gostam: Satisfação no trabalho, competição, benefícios exclusivos. Valorizam incentivos financeiros em uma única quantia grande, como um bônus anual.
O que precisam: aconselhamento para aposentadoria, segurança no emprego e benefícios como planos voluntários
Principais fontes de estresse: preocupações com a saúde, estabilidade no trabalho, incertezas financeiras
Geração X (39 a 53 anos)
A maioria dos gestores de hoje pertence a essa geração, que entrou no mercado de trabalho durante o início do boom da internet e continuou a prosperar à medida que novas tecnologias mudaram nossa forma de trabalhar.
O que gostam: comunicação direta e feedback, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, independência
O que precisam: pacotes de benefícios competitivos e suporte para suas vidas fora do trabalho
Principais fontes de estresse: crescimento na carreira, criação dos filhos, cuidado com os pais, preocupações financeiras, hipotecas e dívidas, tentativa de economizar para a aposentadoria
Millennials (24 a 38 anos)
Frequentemente incompreendida, essa coorte é agora a maior na força de trabalho moderna. Os Millennials valorizam a realização profissional e adotam uma postura empreendedores para alcançá-la. Como nativos digitais, possuem alto nível educacional e qualificação, mas não querem passar o dia todo e a noite no escritório.
O que gostam: comunicação digital, flexibilidade, autonomia, um ambiente amigável, programas de bem-estar e vantagens corporativas, formas menores, porém mais frequentes, de reconhecimento por parte dos gestores (incluindo incentivos financeiros mensais menores)
O que precisam: equilíbrio entre vida pessoal e profissional, educação financeira e aconselhamento de aposentadoria, comunicação direta com os gestores
Principais fontes de estresse: dívidas pessoais, carreiras sem saída ou insatisfatórias, políticas rígidas, microgerenciamento
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